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sen.ti.men.to.li.ces.:
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
compromisso: o primeiro conto
eis que finalmente tomei coragem pra enfrentar o desafio que é escrever um conto. o maior desafio não foi sobre o que escrever, pra minha surpresa. foi na verdade estar satisfeito com algo produzido por mim. geralmente sou uma pessoa perfeccionista ao extremo. mas posso dizer de boca cheia, peito estufado e nariz empinado que estou satisfeito com o resultado obtido em 'compromisso'.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
felicidade natalina
Natal me entristece: veja só como a gente se deixa ser enganado - e ainda é capaz de dizer "Feliz Natal":
recebemos o suadíssimo décimo terceiro salário e pra onde que ele vai? Pros presentes de amigo secreto, pros cartõezinhos de natal, pras lembrancinhas que compramos sempre de última hora pra mamãe, pro papai, pra vovó, pra sogrinha e até pra aquela sua vizinha fofoqueira que você passou o ano inteiro falando mal. Ainda há de sobrar um pouco do salário para comprar as guloseimas da ceia, lógico! Natal sem fartura não é um natal que se preze! E os trocados, juntamos-o com o salário do próximo mês pra pagar a conta de luz, que obviamente virá alta por conta do pisca-pisca que iluminaram idiotamente a árvore, a fachada da casa, da casa cachorro, garantindo-nos possibilidade de ter um "Feliz Natal".
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
À tecelã de mitos
À tecelã de mitos
Ó amada, o que estás a coser
Com linhas e retalhos no tear?
Tal como a Penélope a escolher
Tramas que tramas, a ludibriar?
Ó amada, o que estás a fazer?
Há pontos cegos para desatar.
Tentastes cerzir para esconder
O vil amor que chamas costurar.
Guarda tuas artimanhas e manhas
Devolva o cinturão de Afrodite
Nem com os bordados tu me enganas
Pois tu destes um rústico arremate.
Tal Hera, por que de mim desconfias?
Acaso preteres o amor ao embate?
_________________________________________________
Esse soneto foi "encomendado", pois foi parte de um componente que avaliou-me na disciplina de Literatura Portuguesa. A proposta consistia em fazer um texto confessional e, em uma segunda etapa, desenvolver um soneto aos moldes do estilo barroco. Posto depois o trabalho na íntegra, caso desperte o interesse.
Ó amada, o que estás a coser
Com linhas e retalhos no tear?
Tal como a Penélope a escolher
Tramas que tramas, a ludibriar?
Ó amada, o que estás a fazer?
Há pontos cegos para desatar.
Tentastes cerzir para esconder
O vil amor que chamas costurar.
Guarda tuas artimanhas e manhas
Devolva o cinturão de Afrodite
Nem com os bordados tu me enganas
Pois tu destes um rústico arremate.
Tal Hera, por que de mim desconfias?
Acaso preteres o amor ao embate?
_________________________________________________
Esse soneto foi "encomendado", pois foi parte de um componente que avaliou-me na disciplina de Literatura Portuguesa. A proposta consistia em fazer um texto confessional e, em uma segunda etapa, desenvolver um soneto aos moldes do estilo barroco. Posto depois o trabalho na íntegra, caso desperte o interesse.
sábado, 10 de setembro de 2011
este não é um bilhete suicida
por que raios essa infinita sensação de não pertencer a lugar algum me persegue? me parece impossível sentir que pertenço à minha família. me cansa a necessidade de fingir que estou afinado ao meu cotidiano, aos meus colegas, ao trabalho e à faculdade. mais além: por que não cumprir às promessas diárias que faço de ser mais egoísta? estou farto de colecionar pessoas a quem sou amigo. e digo mais: na verdade o que preciso é sentir a sinceridade de uma amizade, e não uma grande quantia de "amigos" em redes sociais.
este não é um bilhete suicida. poderia ser.
este não é um bilhete suicida. poderia ser.
terça-feira, 19 de julho de 2011
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