quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ouvinte

janeiro/fevereiro têm sido os meses mais entediantes pra mim. engraçado e paradoxal como no fim do semestre passado eu estava sonhando tanto com estas férias, com este tempo de descanso. no entanto, cá estou farto da rotina. mas como sempre a literatura e a música estão muito presentes na minha vida, solubilizando os problemas cotidianos.
a respeito destes saudáveis vícios, decidi dividí-los com vocês (a propósito, há por acaso algum visitante fiel às sentimentolices? se sim, comentários são SEMPRE bem-vindos! larga mão da preguiça e simbora digitar alguns caracteres, pois meu ego agradece uma massagem de quando e vez)
o espaço aqui é do Deco-ouvinte. boa parte das canções não são atuais, nem mesmo greatest hits. umas me foram apresentadas em boa hora; outras fazem parte de um histórico musical resgatado. vamos lá: dê o play.

 
sonique
por causa de uma típica conversa de msn na qual sempre resulta no envio mútuo de links youtubescos - adoro neologismo - de músicas da minha época (cadê a bengala e o cachimbo?), tive o grande prazer de redescobrir sonique e a maravilhosa it feels good. trocadilhos não tão à parte, é sempre bom ouvir sonique!



simon curtis
nítidamente influenciado pelo álbum blackout de britney spears (wikipedia detected -n), simon curtis é um dos poucos homens que ousa dar gemidos e emprestar vocais sintetizados às canções sem que isso pareça afetado e over. em diablo, você pode ouvir: you're a diablo/you're a filthy piece of trash/gotta brush you off my should/gotta let you kiss my ass. um jeito melhor de dizer "sou foda" sem lançar mão do infame "sou foda". 

santogold
vocais agressivos e um pop extravagante. pode parecer com M.I.A. pode parecer muito com M.I.A. mas estamos a falar de santogold. i'm a lady é perfeita para aquele momento de introspecção que sempre me acomete nos transportes coletivos. já you'll find a way vai na contra-mão: é de sacolejar os esqueleto, dude!

röyksopp
é, nominho complicado dessa dupla - confesso que sempre tenho que revisar a ortografia e nem sei a pronúncia correta - mas pode ficar sossegado que happy up here tá aí pra descomplicar. arrisco a dizer que é uma ode aos losers & lovers.

rihanna
Rum bum bum bum rum bum bum bum rum bum bum bum são as onomatopéias utilizadas em vários trechos man down para contar uma história de uma mulher que pensa não ser capaz de atirar em um homem - mas que o fez. tendo um reggae como melodia, rihanna relata o crime cometido à sua mãe. à medida que percebe a enrascada em que se meteu, eleva-se a tensão da narrativa fazendo surgir um cômico e verossímel sotaque latino.

justice
com justice, é paixão à primeira ouvida!você se torna escravo já que o mais importante é do the D.A.N.C.E. pra quem curte daft punk, álbuns conceituais e dançar - mesmo que um bate-cabelo mental - ouça d.a.n.ce.



free
típica canção daqueles filmes da sessão da tardeall right now é uma música tão boa que você canta como se fosse um verdadeiro rockstar - mesmo que de garagem - e nem se importa com o significado da letra, mesmo ela sendo uma cantada barata pra uma garota no meio da rua.

christina aguilera
quem me conhece sabe que sou FÃ dessa nanica. e sendo assim, está mais que permitido que eu ceda espaço pra duas canções suas nesse sucinto jukebox. primeiramente, vamos ao show me how you burlesque: canção que encerra o filme ainda inéditos nos cinemas das terras tupiniquins, torna o grand finale um GRAND  FINALE! é, tentei lançar mão de adjetivos pra essa música mas nada melhor que uma tautologia tão auto-explicativa.

christina aguilera
sempre disposta a sair de sua zona-de-conforto (paráfrase detected), aguilerão nos surpreende a cada música. falling in love again (can't help it) é uma releitura futurista da homônima canção originalmente defendida por marlene dietrich. são um pouco mais de oito minutos, nos quais é impossível se entediar com a repetição dos versos. p.s. necessário: esta canção é apenas encontrada na trilha sonora de the spirit.


 bat for lashes
pode ser que seja eu a estar fazendo analogias absurdas, mas a batida que dá início à Prescilla - e segue em toda a música - me lembra muito aquela brincadeira infantil chamada escravos-de-jó. enfim, comparações à parte, essa música me faz querer chorar nilos mesmo só entendendo o verso principal:
She really loves him, Prescilla.







2 opiniões:

j.m.orkut disse...

Eu conheço os artistas mas não conheço as musicas. /comofaz?
Ouvir musicas que ninguem ouve nessas horas é tenso e-e

bruno disse...

Mendigando comentarios? Voce é que nunca visita o meu blog! A sua postagem omite algumas informações... tipo Britney Spears e Shakira. Fica registrado.